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A CLAREIRA

Clareira (em tupi, Baependi) é uma área de pouca vegetação, ou de vegetação rasteira localizada no interior de uma floresta ou de um bosque. Sua conformação é fundamental para a renovação da floresta e para sua diversidade, pois ela funciona como uma espécie de celeiro: ali, as novas espécies podem emergir e as existentes garantem sua sobrevivência e germinação. No caso da floresta amazônica, por exemplo, são áreas nas quais grupos indígenas nômades estabelecem assentamentos temporários.

No MAC USP, a “Clareira”, instalada no térreo do Museu, local de acolhimento de seus visitantes e de contato com o “chão” da cidade, inaugura um sítio de diversidade e renovação, recebendo uma programação com várias formas de manifestação artística, para qual estão convidados artistas visuais, músicos, performers, bailarinos, escritores, atores, cineastas, curadores, diretores, configurando local de trocas e de expressão artística de linguagens diversas.

A programação alterna ações pontuais nas noites de quinta-feira, intercaladas com duas instalações de Artes Visuais que perduram no tempo. São Paulo Companhia de Dança, Teatro da Vertigem, Noemi Jaffé, Joel Pizzini, Livio Tragtenberg, Eduardo Monteiro, Angelo Venosa, Marcos Gallon, Ana Amorim, DC, Elilson, Julián Fuks, Natalia Timerman, Cristina Elias, César Meneghetti, Eugenio Puppo, Daniel Munduruku, Sonora e Lucia Koch são os artistas e coletivos que irão configurar a Clareira no MAC USP, em 2021.

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sympla.com.br/clareiramacusp

Programação Clareira / 2021
Versão .PDF [português][english]

Junho
5/6 a 1/8 - Angelo Venosa

É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura. Desde então lançou as bases de uma trajetória que inclui passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira Século XX (1987, Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993) e Bienal do MERCOSUL (2005). O artista conta com várias esculturas públicas instaladas no país - em São Paulo, no Jardim do Parque Ibirapuera, acervo Museu de Arte Moderna e no Jardim da Luz, acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo.
angelovenosa.com

Agosto
5/8 - Ana Amorim (Curador convidado: Marcos Gallon)

Graduada em Artes Plásticas (FAAP), com mestrado nos Estados Unidos (Ohio University) e estudos na Inglaterra e Nova Zelândia, a artista propõe como poética que a sua vida é arte e elege desenhar mapas mentais em livros, ao final de todos os dias, desde 1988, como evidência do seu estar viva. Essa rotina se desdobra em suportes distintos como registro de suas derivas pelo mundo. Grande tela (1989), Grande tela (1990) e O espectro de cor da minha vida (1989) integram o acervo MAC USP.

12/8 - DC (Curador convidado: Marcos Gallon)
DC atua de maneira transversal no terreno das Artes Visuais. Há nove anos é mediadora em espaços expositivos em instituições de arte. Realizou palestras na Suíça, Vevey e Lausanne. Dedica-se ao projeto Seus filhos também praticam, no qual utiliza a prostituição como ferramenta de trabalho e investigação, aproximando-se de garotos com idade entre 18 e 25 anos, brancos, ricos e autodeclarados héteros. Nesse projeto, busca cultivar o diálogo e a escuta no domínio da raça, classe, gênero e sexualidade.

19/8 - Elilson (Curador convidado: Marcos Gallon)
Artista e professor, graduado em Letras (UFPE), mestre em Artes da Cena – Performance (UFRJ). Recebeu bolsa do Programa de Formação e Deformação da EAV – Parque Lage (2018), premiado em Rumos Itaú Cultural e pelo EDP nas Artes do Instituto Tomie Ohtake. Como educador concebeu e supervisionou o Educativo da XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Publicou Por uma mobilidade performativa (Editora Temporária, 2017) e Mobilidade [inter]urbana-performativa (Rumos Itaú Cultural, 2019).

26/8 - Julián Fuks
A ocupação (Companhia das Letras, 2019). É autor de Histórias de literatura e cegueira (2007) e Procura do romance (2011), ambos finalistas dos prêmios Jabuti e Portugal Telecom, e do romance A resistência (2015 , traduzido em cinco línguas e vencedor dos prêmios Jabuti de Livro do Ano de Ficção e Melhor Romance em 2016), Saramago (2017) e Anna Seghers (2018). Foi eleito pela revista Granta "um dos melhores jovens escritores brasileiros". Na Clareira fará leitura de trechos de A ocupação.

Setembro
2/9 - Natalia Timerman

Desterros: histórias de um hospital-prisão (Elefante, 2017
Médica-psiquiatra pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mestre em psicologia clínica e doutoranda em Literatura (USP), cursou o núcleo de ficção da pós-graduação em formação de escritores do Instituto Vera Cruz. Trabalhou como psiquiatra no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (2012 – 2020). Desterros: histórias de um hospital-prisão foi seu livro de estreia. Na Clareira, lê trechos do livro, intercalados com a projeção de trechos do documentário Sem pena, de Eugênio Puppo (2014).

2/9 - Eugenio Puppo
Sem pena - disponível no Youtube do MAC USP por 72 horas (20h de 02.09 até 20h de 05.09)
Cineasta, ator, pesquisador e produtor, diretor, roteirista. Realizou uma série de projetos culturais na área cinematográfica. Produtor de Banquete Coutinho (Direção Josafá Veloso, 2012), roteirista de Não por acaso, com Philippe Barcinski (2007), diretor de Ozualdo Candeias e o cinema (2013) é fundador da Heco Produções (início em 1994). Diretor de Sem pena (2014), documentário que abriu a mostra competitiva do 47º Festival de Brasília, que terá trechos exibidos na Clareira durante a leitura de Desterros.

9/9 - Cristina Elias | cristinaelias.eu
Artista visual e coreógrafa. Realizou e exibiu obras no Radial System (Berlim), no Festival VERBO (Galeria Vermelho, São Paulo), Festival Dança em Foco (Rio de Janeiro), Festival SheDevil (Roma ), no MIS, MAM SP, Paço das Artes, MAXXI (Roma), entre outros locais. Desde 2019 é membro do Centro de Estudos Orientais da PUC SP. Na Clareira atuará em diálogo com César Meneghetti.

9/9 - César Meneghetti | linktr.ee
Glauber, Claro - disponível no Youtube do MAC USP por 72 horas (20h de 09.09 até 20h de 12.09) Artista e cineasta. Realiza um trabalho crossmedia entre arte e documentário. Desde 1989, vem sendo reconhecido em diversos países, contemplado com o prêmio IV Inter-American Video Art Biennial, dois Nastri D’argento da crítica cinematográfica italiana e dois Petrobrás para Mídia Digital. Marcou presença nas bienais 51ª e 55ª de Veneza, 10ª de Sharjah, Bienal de Cerveira, Bienal do Cairo, El Museo (Santa Fé), MAXXI (Roma), MACRO (Roma), Trasmediale (Berlin) Hit Gallery (Bratislava), Videobrasil, Paço das Artes e MIS. Diretor do documentário “Glauber, Claro”, vencedor do Prêmio da crítica de Melhor Filme Brasileiro na 44ª Mostra de Cinema de São Paulo e Melhor Filme no 15º Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Na Clareira atua em diálogo com Cristina Elias.

16/9 - Daniel Munduruku e convidados | danielmunduruku.blogspot.com
Escritor e professor, pertencente ao povo indígena Munduruku. Autor de 54 livros publicados por diversas editoras no Brasil e no exterior. É graduado em Filosofia, História e Psicologia, mestre em Antropologia Social (USP), doutor em Educação (USP) e pós-doutorado em Literatura pela UFSCar. Autor premiado nacional e internacionalmente por sua obra literária. Na Clareira narrará, em diálogo com convidados, mitos Munduruku.

23 e 24/9 - Sonora: músicas e feminismos | sonora.me
Rede colaborativa feminista formada por artistas e pesquisadores. Iniciada em 2015, propõe a criação e ocupação de espaços, a realização de pesquisas e debates, e está envolvida em atividades musicais e sonoras de diversas vertentes. Sonora é atravessada por incertezas, indefinições, reticências, aberturas, afetividades, sensibilidades, ruídos. Apresenta na Clareira um conjunto de trabalhos artísticos em meios variados, incluindo performances ao vivo, projeção audiovisual e arte sonora interativa.

30/9 e 1/10 - São Paulo Companhia de Dança (dança) | Assista Amálgama no Youtube do MAC USP
A São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança. A SPCD apresenta na Clareira ensaio aberto de trechos de Só tinha de ser com você e a obra audiovisual Amálgama, criada pela Companhia em parceria com o MAC USP e com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). As duas obras são coreografadas por Henrique Rodovalho.

7/10 - Eduardo Monteiro | eduardomonteiro.com.br
Bacharel e mestre em piano pela UFRJ (1989), doutor pela Universidade de Paris IV - Sorbonne (2000) e Artist Diploma pelo New England Conservatory de Boston (2002), recebeu, por unanimidade, o 1o lugar no Concurso Internacional de Piano de Colônia, Alemanha. Foi solista das principais orquestras do Brasil e de renomadas orquestras do exterior, como a Filarmônica de São Petersburgo e a Orquestra de Câmara de Viena. Em sua discografia, destaca-se o CD Piano Music of Brazil (Meridian Records), lançado no Wigmore Hall de Londres (2007), do qual algumas faixas serão interpretadas na Clareira.

14/10 - Teatro da Vertigem | teatrodavertigem.com.br
O Teatro da Vertigem iniciou em 1992 com o espetáculo O paraíso perdido na Igreja Santa Ifigênia. O grupo seguiu apresentando-se em diversos festivais nacionais e internacionais. O livro Teatro da Vertigem (2018) , com textos críticos de dramaturgos e pensadores, reflete sobre os modos e meios de criação do grupo. Na Clareira, apresentam trechos filmados de Marcha à ré e, na sequência, diálogo com integrantes do Vertigem e Vladimir Safatle.

21/10 - Noemi Jaffé
O que ela sussurra
Doutora em literatura brasileira pela USP e crítica literária, é autora entre outros de: Todas as coisas pequenas (Hedra, 2005) e A verdadeira história do alfabeto (Companhia das Letras, 2012, Prêmio Brasília de Literatura de 2014). Na Clareira, fará leitura de trechos de O que ela sussurra (Companhia das Letras, 2020), narrativa ficcional baseada na história real de Nadejda Mandelstam, que pelo sussurro preserva a existência dos poemas de seu parceiro, o poeta Óssip Mandelstam. Os poemas serão lidos por um convidado.

Novembro
04/11 - Joel Pizzini e Livio Tragtenberg
Caramujo-flor (1988) e Enigma de um dia (1996) - disponíveis por 72 horas no Youtube do MAC USP (20h de 04.11 até 20h de 07.11)
Cineasta, pesquisador de novas linguagens, autor de videoinstalações e diretor de performances, Joel Pizzini dirigiu Caramujo-flor e Enigma de um dia em diálogo com Livio Tragtenberg. Foi premiado por Elogio da graça (Melhor curta, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro) e Mr. Sganzerla (vencedor do Festival É Tudo Verdade, 2010). Criou a instala&ção Ruído branco para a Fundação Iberê Camargo no centenário do pintor. Entre seus filmes mais recentes, destacam-se Mar de fogo (selecionado para a Berlinale de 2015), Rio da dúvida (2017) e Zimba (2021).
Livio Tragtemberg é compositor e saxofonista brasileiro, escreve música para teatro, vídeo, cinema, danç, dança-teatro e instalações sonoras. Compôs as trilhas de Caramujo-flor (1988) e Enigma de um dia (1996). Na Clareira, tocará trechos em diálogo com Joel Pizzini. Tragtenberg gravou vários discos, entre eles, Temperamental, disco feito em parceria com Décio Pignatari. Recebeu por três vezes o prêmio de trilha sonora no Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.

13/11/21 a 27/2/2022 - Lucia Koch | luciakoch.com
Artista multimídia, escultora, fotógrafa e professora na ECA USP. Bacharelado e licenciada em Artes Plásticas (UFRGS, 1989), mestre em Artes Visuais (UFRGS, 2000), doutora em Poéticas Visuais (ECA USP, 2004). Participou, dentre outras, da 2ª e da 5ª Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL (1997 e 2005), da Bienal de Pontevedra (Espanha, 2000), da Squatters/Ocupações, no Porto (Portugal, 2001). Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas em 2004.


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