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| Uma
das primeiras artistas brasileiras a adotar tendências modernistas
em seu trabalho, Tarsila, ainda que não tenha participado efetivamente
da Semana de Arte Moderna de São
Paulo, foi responsável pela criação de uma nova linguagem
para a pintura brasileira. Segundo Mário de Andrade, podemos afirmar
que, da história da nossa pintura, Tarsila foi a primeira que conseguiu
realizar uma obra de realidade nacional, já que é a inspiração
de seus trabalho que versa temas nacionais.
Filha
de fazendeiro rico, no auge da aristocracia rural paulista, Tarsila, seguindo
os costumes da época, recebeu uma educação reservada
à classe alta - professores em casa, na infância, passada
no meio rural, depois em escolas de freiras na Espanha, onde recebeu como
parte da educação feminina aulas de música e de desenho.
De
volta a São Paulo, logo após os eventos da Semana de 22,
ao ser apresentada, por Anita Malfatti,
aos modernistas paulistas: Mário de Andrade, Oswald de Andrade
e Menotti del Picchia, Tarsila passa a integrar, de imediato, o então
'Grupo dos 5'; e que se dissolveria logo a seguir, com a ida de Tarsila
e Oswald de Andrade, a Paris, no ano de 1923. Quando, Tarsila, já
convertida aos ideais dos modernistas - atualização da linguagem
plástica e pesquisa das raízes nacionais -, passaria a frequentar
os ateliês dos grandes mestres cubistas, André
Lhote, Albert
Gleizes e Fernand
Léger. No
anseio da projeção do nacional, a artista redescobriria
em adulta a paisagem dos seus olhos de criança, na viagem que realiza,
em 1924, para as cidades históricas do ciclo do ouro de Minas Gerais
e para o Rio de Janeiro, com alguns modernistas e com o poeta Blaise Cendrars.
Aliás, esta devoção pela paisagem de sua infância,
fruto de sua intimidade com a natureza fantástica, revela-se tanto
em sua fase Pau-Brasil (1924), com na Antropofágica (1928). |
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| Oswald de Andrade e Tarsila, em foto do arquivo Mário de Andrade, IEB-USP. |
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| Auto-retrato, 1923, Museu de Belas Artes, RJ. |
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