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Referência: negativo p/b do acervo do MAC-USP.Referência: Arte e Medicina. Raimo. São Paulo: Galeria de Arte Sadalha, 1990.

LEOPOLDO RAIMO
Botucatu (SP), 1912

Nascido em Botucatu (SP), em 1912, transferiu-se aos seis anos com a família para São Paulo. Cursou a Academia Paulista de Belas Artes por seis meses, antes de ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde se formou em 1937. “Meus colegas nunca entenderam como eu podia conciliar minha profissão de médico com a pintura” – afirma Raimo, no catálogo da exposição Arte e Medicina. Leopoldo Raimo, de 1990. “Na verdade, não foi fácil praticar as duas profissões ao mesmo tempo e com empenho em ambas. Minha paixão pela pintura, aliada à força de vontade, superou todos os obstáculos. Hoje sinto que valeu a pena, que a medicina e a arte deram um sentido à minha vida”.

No início da década de cinqüenta, Raimo integrou o Atelier Abstração de Samson Flexor, exercitando a abstração informal, e depois geométrica. Participou das mostras do grupo, em 1953, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo; em 1954, no MAM-SP, e em 1958 em Nova Iorque.

Estudou ainda gravura com Lívio Abramo, na Escola de Artesanato do MAM-SP, optando pela xilogravura. Foi um dos fundadores do NUGRASP – Núcleo dos Gravadores de São Paulo.

Nos anos sessenta, seus trabalhos retornaram ao abstracionismo lírico. Realizou pesquisas sobre diferentes texturas, misturando areia às tintas, e desenvolvendo a Série Telúrica, bastante expressiva e reflexiva. Mais tarde, seus ritmos e formas tornaram-se musicais e fluidos, soltos no espaço.

Em 1961 ganhou o 2o Prêmio Leirner de Pintura. Participou ainda das II, III, IV, VI, VII e IX Bienais de São Paulo. Foi membro do Conselho de Arte e Cultura da Fundação Bienal de São Paulo para a Bienal de 1977 e para a I Bienal Latino-Americana de 1978.

Tatiana Rysevas Guerra
[bolsista]
Profa. Dra. Daisy V. M. Peccinini de Alvarado
[coordenadora do projeto]