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Fotografia
de
Geraldo de Barros |
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Nasc.:
Xavantes, SP, 1923 Geraldo
de Barros sempre procurou se aproximar das linguagens contemporâneas.
Além de artista plástico, trabalhando nos anos 50 com
obras concretistas, foi o pioneiro no Brasil da fotografia abstrata,
e também trabalhou como designer de objetos, propondo um novo
pensamento artístico para o Brasil. A tentativa da arte
concreta em sua finalidade era a de socializar a arte, obter um objeto
a partir de um projeto. Os objetos obtidos de um projeto são
originais e únicos. O fato de serem iguais entre si é
uma decorrência. Se se copia o objeto que é produto de
um projeto, não se está produzindo objetos a partir de
um projeto. A diferença é qualitativa e não quantitativa.
O projeto se mantém íntegro e os objetos obtidos, neste
caso, permanecem únicos, apesar de produzidos em enormes quantidades,
ou em massa. Em sua trajetória, experimentou diversos meios. Foi aluno de Clóvis Graciano, Colette Pujol e Takaoka entre 1945 e 1947, período em que participou de Salões Nacionais que lhe renderam alguns prêmios. Fundou o Grupo dos 15, em 1947. Integrou no mesmo ano a mostra 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, onde conheceu Waldemar Cordeiro. Em 1948,
entrou em contato com o crítico Mário Pedrosa e com as
teorias da Gestalt. Ao mesmo tempo, realizava projetos fotográficos,
como a criação do laboratório de fotografia do
MASP, e a exposição abstracionista Fotoformas, com a qual
ganhou uma bolsa para estudar em Paris, em 1951, ano que também
estudou artes gráficas informalmente na Escola Superior da Forma,
em Ulm, na Alemanha, entrando em contato com as idéias de Max
Bill. De volta
ao Brasil, expôs na I Bienal de São
Paulo, obtendo o prêmio aquisição. Foi um dos
fundadores do Grupo Ruptura, de arte concreta,
com o qual se reunia para discussões desde o fim da I Bienal.
Com o Grupo, realizou exposição em 1952, no MAM-SP, e
assinou o Manifesto
Ruptura. Ligado ao universo industrial (assina algumas obras com
um logotipo), era designer gráfico e de objetos. Obteve
o primeiro prêmio no concurso de cartaz do IV Centenário
de São Paulo, em 1952. Com Alexandre Wollner,
fez os cartazes do Festival Internacional de Cinema e da Revoada Internacional,
também em 1952. Em 1954 fundou, sob o modelo de uma cooperativa
de trabalho, influência da Bauhaus,
a UNILABOR, que produzia objetos e móveis com uma nova proposta
de design para o Brasil, segundo os conceitos de união entre
beleza e utilidade. Em 1959 fundou a Form-Inform, dedicada à
criação de marcas e logotipos, novamente com Alexandre
Wollner, além de Rubem Martins e Walter Macedo. Fundou ainda
outra empresa de projetos de design, a Hobjeto Móveis, com Aluísio
Bione, em 1964. Na década de 60, voltou a explorar as figurações em suas obras, sendo um dos criadores do Grupo Rex. A partir de 1977, retorna ao uso da geometria e ao conceito de objetos seriados, fazendo experiências com lâminas de fórmica sobre aglomerado. Tatiana
Rysevas Guerra
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