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Fotografia
do artista,
1977 |
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Nasc.:
Recife, Pernambuco, 1930 A obra de Maurício caracteriza-se, desde os anos 50, por uma tradição construtiva, em que os elementos estruturais se interligam à organização cromática, conferindo à superfície da tela um diálogo vivo e constante de cores e formas. O método de sua produção evidencia sua poética não-representativa. O trabalho nasce na diagramação do espaço, comentou Cláudio Tozzi, no livro Maurício Nogueira Lima, 1995. Maurício
Nogueira Lima veio para São Paulo com a família aos
dois anos. Estudou artes plásticas em Porto Alegre, no Instituto
de Belas Artes da Universidade do Rio Grande do Sul, de 1947 a 1950.
Voltou a São Paulo em 1951, época em que surgiram novas
possibilidades de trabalho no campo da comunicação visual,
com os cursos do recém criado Instituto de Arte Contemporânea
do MASP. Neste local, cursou comunicação visual, desenho
industrial e propaganda, e conheceu Alexandre
Wollner e Antonio Maluf, com os quais realizou trabalhos pioneiros
do design gráfico moderno no Brasil. A linguagem
dos cartazes, que se utilizava da gestalt visual, foi aplicada às
suas obras como artista plástico. Esta linguagem tinha forte
relação com a arte concreta e, em 1953, integrou o Grupo
Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro,
que ficou impressionado com seus trabalhos. Expôs com o grupo
durante toda a década de 50, em mostras como a I Exposição
Nacional de Arte Concreta (MAM-SP, 1956; MAM-RJ, 1957), e a Konkrete
Kunst (Zurique, 1960). Foi selecionado para expor na Bienal de Veneza
em 1954, mas recusou o convite por não terem sido convidados
os demais membros do grupo. De 1953 a 1957, cursou Arquitetura e Urbanismo
no Mackenzie, em São Paulo. Nessa época, conta que Cordeiro
o auxiliava nos trabalhos de projeto da faculdade. Depois de formado,
Nogueira Lima assinava alguns documentos da empresa de paisagismo
Jardins de Vanguarda, de Cordeiro, pois este não
possuía registro como arquiteto. Inserido no contexto urbano
de São Paulo, fez logotipos e projetos para stands para as primeiras
grandes feiras industriais, como a FENIT (Feira Internacional da Indústria
Têxtil), em 1958, e o Salão do Automóvel, em 1960.
O percurso de Nogueira Lima nos mostra como a moderna comunicação
visual, a arte concreta e a arquitetura sempre estiveram ligadas. Em 1964, com a instauração da Ditadura Militar, começou a trabalhar a figuração em suas obras, com a utilização de ícones da cultura de massa. Iniciou em São Paulo, ao lado de Geraldo de Barros, a Figuração Narrativa. No final da década de 60, foi um dos organizadores da mostra Nova Objetividade Brasileira. Em 1974, iniciou sua atividade como docente, na FAU-USP. Anos depois, também lecionou na FAAP, no Mackenzie, e nas Faculdades de Arquitetura e Urbanismo de Santos, de Tatuí, e de Mogi das Cruzes (Brás Cubas). Fez projetos diretamente no meio urbano, em São Paulo, no Largo São Bento, na Praça Roosevelt, nas estações de metrô São Bento e Santana, e no Elevado Costa e Silva (Minhocão). Em 1970, retomou as questões da arte concreta, com ampla exploração da cor. Tatiana
Rysevas Guerra
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