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Alexandre
Wollner |
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Nasc.:
São Paulo, São Paulo, 1928 Pioneiro, o artista-designer Alexandre Wollner percebeu, nos anos 50, que a proximidade entre arte e vida poderia dar-se ao trabalhar diretamente nos meios de produção urbanos, que surgiam em São Paulo. Era uma época em que design era uma causa, e não um estilo. De
1951 a 1953, estudou no Instituto de Arte Contemporânea do MASP,
recém criado em 1950 por Pietro Maria Bardi, Lina Bo Bardi e
Jacob Ruchti. São Paulo era palco de grandes transformações
culturais, em que surgia a moderna comunicação visual.
O IAC, e principalmente a vivência e a convivência
no ambiente do MASP daqueles anos aprimoraram minha capacidade intuitiva
e permitiram-me perceber a possibilidade de participação
social do artista através do design, disse Wollner,
para o jornal Folha de S. Paulo, em 06/08/80. Seus trabalhos, assim
como os de Maurício Nogueira Lima
e Antonio Maluf, são pioneiros do design gráfico no Brasil.
Por seus trabalhos neste instituto, recebeu uma bolsa de estudos na
Alemanha, em Ulm, na famosa escola de design Hochschule fur Gestaltung,
advinda da Bauhaus.. Lá estudou com Max
Bill, Johannes Ittem, Josef Albers, Walter Peterhans, entre outros
grandes nomes da arte e do design moderno. "A nossa turma do ano
de 1954 foi drasticamente treinada para a ciência e tecnologia.
Nem eu estava preparado para isso, afinal eu era um artista, contou
em entrevista para a revista D'Art, no 5. Como
artista plástico, realizou entre 1951 e 1954 pinturas geométricas
que utilizavam a linguagem da gestalt visual, cujo aprendizado certamente
veio de sua experiência como programador visual. Trazia também
materiais industriais para o campo das artes plásticas, como
o eucatex. Expôs na II Bienal Internacional de São Paulo,
em 1953, onde ganhou um prêmio de jovem pintura. Seu ideal de
união entre arte e indústria o aproximou dos artistas
da arte concreta paulista, o Grupo Ruptura,
com o qual expôs na I Exposição Nacional de Arte
Concreta (MAM-SP, 1956; MAM-RJ, 1957), e na mostra Konkrete Kunst (Zurique,
1960). Depois de sua experiência em Ulm, voltou a São Paulo em 1958, com projetos de modernização do design e das artes no Brasil. No mesmo ano, fundou a Form-Inform (considerada a primeira empresa de design do país), com Geraldo de Barros e Rubem Martins. De 1959 a 1960, trabalhou no Departamento de Comunicação Visual da Panam Propaganda, com Hermelindo Fiaminghi e Décio Pignatari. Foi um dos organizadores da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), no Rio de Janeiro, entre 1962 e 1963. O objetivo dessa escola era implantar o conceito de design para os empresários e para a nossa cultura (D` Art, no 5). Neste mesmo ano, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Desenho Industrial (ABDI). Seus trabalhos nos mostram a forte ligação entre arte concreta e o design industrial, e como os artistas dos anos 50 faziam de cada obra a modernização cultural do Brasil. Tatiana
Rysevas Guerra
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