![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
||
![]() |
![]() |
||
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
O Grupo Fluxus foi um movimento
que marcou as artes das décadas de 1960 e 1970, opondo-se aos valores
burgueses, às galerias e ao individualismo. O nome Fluxus, (do latim
flux, significa modificação, escoamento, catarse) era, em princípio,
o título de uma revista, mas se estendeu posteriormente para designar
as performances organizadas por George Maciunas, criador do grupo. Valorizando
a criação coletiva, esses artistas integravam diferentes linguagens
como música, cinema e dança, se manifestando principalmente
através de performances, happenings, instalações, entre
outros suportes inovadores para a época. O Fluxus foi
criado em 1961, em Wiesbaden, na Alemanha, durante o Festival Internacional
de Música, sob a liderança de George Maciunas. Era integrado
por artistas de várias partes do mundo, como os alemães Joseph
Beuys e Wolf Vostell, o coreano Nam June Paik, o francês Bem Vautier,
e japonesa Yoko Ono, além de outros representantes destes países
ou dos países nórdicos.
A origem do Fluxus situa-se em torno das aulas de música
experimental ministradas por John Cage na New School for Social Research.
O músico, na tentativa de criar composições não-narrativas
e aleatórias, incorporando ruídos e interferências do
meio, inspirou os artistas na tentativa de dialogar com o cotidiano em seus
trabalhos. Oficialmente, o grupo foi criado por Maciunas no ano de 1961, em
Wiesbaden, na Alemanha, durante o Festival Internacional de Música.
A principal referência foi o movimento Dadaísta e a obra de Marcel
Duchamp, que influenciaram a contestação dos valores estabelecidos
e o espírito anárquico do grupo. No entanto, enquanto Duchamp
havia com seus ready-mades, elementos apropriados do cotidiano e sendo-lhes
atribuído status de arte, mas posto ao do objeto artístico consagrado,
criando um novo conceito de arte , a que chamava anti-arte. Diferentemente
, os artistas do Fluxus buscavam inserir a arte no cotidiano
das pessoas, defendendo a idéia de que todos deveriam compreendê-la.
Nesse sentido, há também uma influência do Construtivismo
Russo, na medida em que o grupo refletia sobre sua função social
e sobre a participação política dos artistas.
O movimento unia diferentes linguagens às artes plásticas, sendo
composto também por cineastas, músicos e atores. Seus integrantes
procuravam inovar e ampliar as formas de expressão artísticas,
utilizando suportes transitórios e/ou reprodutíveis, como happenings,
performances, fotografias e instalações. No Fluxus,
os artistas Nam June Paik e Wolf Vostell foram os primeiros a usar o vídeo,
criando a videoarte. Nas exposições do grupo, as obras tinham
sempre um teor de provocação e crítica, com a presença
de um humor extravagante. Como objetivo, seus participantes visavam uma revolução
cultural, social e política através da arte. Em 1963, foi escrito
um manifesto contendo frases como “destruam os museus de arte”
ou “destruam a cultura séria”, entre outras polêmicas.
Com a morte de Maciunas, em 1978, o Fluxus chegou ao fim.
No entanto, seus artistas continuaram ativos, mas seguindo caminhos diversos.
Em 1983 seus trabalhos e performances puderam ser vistas na XVII Bienal de
Arte de São Paulo, quando o grupo teve uma ala dedicada à sua
produção e a documentos que registravam sua trajetória.
Carol Aguiar [bolsista]
Daisy Peccinini [coordenadora]